Para ampliar o diálogo sobre a permanência das pessoas com deficiência na escola e o enfrentamento ao capacitismo, a Defensoria Pública da Bahia promoveu o II Seminário de Educação Inclusiva nesta quarta-feira (09). O evento aconteceu na sede da DPE/BA, em Salvador, e reuniu ativistas, famílias atípicas, profissionais da educação, entidades e instituições atuantes na causa.
Realizado em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Bahia (Coede-BA) dentro da campanha Setembro Verde, mês de luta pelos direitos das pessoas com deficiência, o seminário abriu espaço para escuta e circulação de ideias sobre o tema. A programação contou com palestras e relatos de experiências que destacaram caminhos para uma educação verdadeiramente inclusiva.
Durante o encontro, os participantes discutiram a promoção de políticas públicas de inclusão que garantam mais respeito e oportunidade para todos. Segundo a coordenadora da Especializada de Proteção aos Direitos Humanos, Cláudia Ferraz, nesta edição, o seminário buscou dar visibilidade a vivências que inspiram e motivam a vencer as dificuldades no ambiente escolar.
“Realizar esse evento é o fortalecimento do nosso papel. É permitir que a população se aproxime da Defensoria e que a gente tenha um diagnóstico real das necessidades da população, garantindo ao cidadão um serviço e um atendimento cada vez mais qualificado”, destacou a defensora.
A conferência de abertura teve o tema “Nada sobre nós sem nós: um convite à reflexão sobre inclusão e pertencimento” e foi conduzida pelo atleta profissional de jiu-jitsu e campeão brasileiro de Parajiu-Jitsu 2026, Igor Nogueira, e sua mãe Marleide Nogueira, que é coordenadora do coletivo de mães atípicas Unidas pelo TEA. Em seguida, duas mesas temáticas discutiram trajetórias, desafios e possibilidades na educação inclusiva.
O evento contou com a presença de representantes de diversos órgãos públicos, como a Secretaria de Educação de Salvador, a Associação de Pais e Amigos de Deficientes Auditivos do Estado da Bahia (APADA/BA), a Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SUDEF) e o Centro Estadual de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (Cepred), que trouxe uma apresentação especial do grupo de musicoterapia Musicênicos.