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18/05/2026

AC: Série dos 25 anos reúne servidor e defensora que atuou em seu processo de adoção

Fonte: ASCOM/DPEAC
Estado: AC
Adelino Jaunes de Andrade Junior chegou à família de Maria Luzineide ainda recém-nascido, com três dias de vida. Na época, a adoção começou como muitas histórias daquele período: por meio de conversas, indicações e acordos informais. O vínculo afetivo nasceu antes do reconhecimento jurídico. Mas foi na Defensoria Pública do Acre que essa relação passou a ter segurança legal.
 
Três décadas depois, a história ganhou um novo capítulo. A criança cuja adoção foi acompanhada pela defensora pública Angélica Maria Silveira Gouveia Lopes hoje integra a instituição e atua como assessor jurídico na 9ª Defensoria Cível de Rio Branco.
 
O caso faz parte da série especial em comemoração aos 25 anos de atuação da Defensoria Pública do Acre como instituição autônoma, marco consolidado em 24 de julho de 2001. A narrativa reúne a trajetória de uma mãe que buscou assistência jurídica para proteger o filho, de uma defensora pública no início da carreira e de um servidor que, anos depois, passou a atuar no mesmo espaço que ajudou a formalizar sua adoção.
 
Maria Luzineide conta que já tinha o desejo de adotar mais uma criança quando soube, por meio de uma vendedora conhecida, que uma mulher do interior estava grávida e não poderia permanecer com o bebê. Quando Adelino nasceu, ela e o marido foram buscá-lo. Segundo Maria, ele tinha apenas três dias de vida quando passou a integrar a família.
 
Com o tempo, surgiu a necessidade de regularizar juridicamente a adoção. Maria lembra que, naquele período, muitas adoções ainda eram tratadas de maneira informal, “de boca a boca”, o que gerava insegurança para as famílias. Ela afirma que passou a temer perder a criança depois que a mãe biológica voltou a procurá-la. “Eu estava com muito medo de perder o menino. Eu queria legalizá-lo, mas eu não tinha como financeiramente pagar um advogado”, recorda.
 
Maria procurou a Defensoria Pública do Acre ao lado do marido, em busca de orientação para legalizar a situação do filho. O atendimento foi conduzido pela defensora pública Angélica Maria Silveira Gouveia Lopes, que havia ingressado na carreira naquele mesmo ano.
 
Hoje decana, Angélica é a defensora pública com maior tempo de atuação no atual quadro da instituição. Ela tomou posse em janeiro de 1992, trabalhou por dez meses em Brasileia e, ao retornar a Rio Branco, encontrou em Maria Luzineide uma das primeiras assistidas de sua trajetória na capital. Para a defensora pública, o caso permanece entre as lembranças mais marcantes do início da carreira. “Quando eu botei os pés aqui, a mãe dele foi uma das primeiras assistidas minhas. Se duvidar, foi o primeiro caso de adoção que eu fiz”, recorda.
 
Adelino cresceu sabendo que era filho adotivo. A informação nunca foi escondida pela família. O que ele só descobriu mais tarde, já adulto, foi a participação direta da Defensoria no processo. Ao ter acesso aos documentos, encontrou na petição inicial a assinatura da defensora pública Angélica. “Eu já sabia que era uma criança adotada. Desde a infância, nunca foi escondido”, conta. “Quando tive acesso ao documento, vi que quem assinou a petição inicial e atendeu meus pais foi a doutora Angélica.”
 
 
Durante a entrevista, Adelino Jaunes e Angélica Maria Silveira Gouveia Lopes relembraram a atuação da Defensoria no processo de adoção iniciado em 1992. Foto: Bruno Medim/Dicom.
Antes de atuar como assessor jurídico, Adelino já havia passado pela Defensoria como estagiário, entre 2013 e 2015, no antigo prédio do Bosque. Hoje, há quase dois anos, trabalha na 9ª Defensoria Cível de Rio Branco, assessorando o defensor público Celso Araújo.
 
Ao retornar como servidor, Adelino não buscava reencontrar a própria história. A lembrança surgiu aos poucos, a partir do processo de adoção ao qual teve acesso. A descoberta, tratada por ele com naturalidade, reforçou o reconhecimento do papel da Defensoria na garantia de direitos de pessoas e famílias que não têm condições de pagar por assistência jurídica.
 
A ligação entre sua trajetória pessoal e profissional também é vista com gratidão por Maria Luzineide. Para ela, ver o filho trabalhar hoje na Defensoria representa uma espécie de retorno ao lugar que, no passado, ajudou a garantir segurança jurídica à família.
 
Ao lembrar da atuação de Angélica, Maria afirma que, além da orientação jurídica, encontrou acolhimento em um momento de medo e vulnerabilidade. “Ela ficou no meu lugar como mãe e viu o meu sofrimento”, recorda. “Para mim, foi uma grande vitória”, comemora até hoje.
 
Décadas depois, ao ver Adelino trabalhando na mesma instituição que atuou para regularizar sua adoção, Angélica associa a memória à permanência do trabalho realizado pela Defensoria. “Eu fico muito gratificada e fico muito feliz. Olha como é a vida, gente. Nada é por acaso”, afirma.
 
Aos 25 anos de autonomia, a Defensoria Pública do Acre também pode ser contada por histórias como a de Adelino. Em 1992, a instituição ajudou sua família a regularizar uma adoção. Três décadas depois, ele trabalha no mesmo órgão que atuou para garantir juridicamente esse vínculo.
 
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