No último sábado (22), a Defensoria Pública do Rio de Janeiro esteve no Colégio Escola Alina de Brito, em Curicica, para oferecer serviços e prestar orientação jurídica a refugiados e imigrantes por meio do projeto "Rota de Direitos". Ao todo, 35 pessoas foram atendidas.
Foram oferecidos serviços de atendimento social e orientação para obtenção de documentação, além de vacinação, inscrição no CadÚnico, confecção de currículos, inserção em cadastros de emprego, além de serviços de manicure e cabeleireiro.
De acordo com a defensora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da DPRJ Gislaine Kepe, o projeto busca atender imigrantes em situação de vulnerabilidade de forma mais ágil.
– Esta ação tem como foco as pessoas que chegam ao Rio de Janeiro vulnerabilizadas, que não têm condições e não sabem como acessar os serviços públicos. Através do Rota de Direitos, podemos orientá-las para que consigam acesso à saúde, assistência social, educação e dignidade – ressalta a defensora.
Grécia Andreina Mejias, venezuelana, estava entre os participantes da ação e contou que veio para o Brasil grávida e com seus quatro filhos, em busca de uma vida melhor. O filho mais novo tem três anos e, quando chegaram ao Brasil, não tinham documentação.
– O processo para obter a documentação não é simples, tive bastante dificuldade. Mas aqui consegui receber todas as orientações necessárias e acredito que agora as coisas vão melhorar – afirmou Grécia.
O Rota de Direitos é uma parceria entre a Defensoria Pública do Rio, a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Venezuela Global e LGBT+ Movimento, Aldeias Infantis SOS Brasil, PARES Cáritas RJ, Mawon, Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Pacto pelo Direito de Migrar (PDMIG), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Viva Rio e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da PUC-Rio, além de órgãos do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro.