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15/12/2022

ANADEP divulga resultados do "Levantamento do perfil étnico-racial e interseccional de defensoras e defensores públicos"

Fonte: ANADEP
Estado: DF
A Associação Nacional das Defensoras e Defensores (ANADEP) divulga, nesta quinta-feira (15/12), o "Levantamento do perfil étnico-racial e interseccional de defensoras e defensores públicos". A pesquisa é desdobramento da Campanha Nacional 2021 “Racismo se combate em todo lugar: Defensoras e Defensores Públicos pela equidade racial” e tem como objetivo levantar dados para fomentar a reflexão sobre o tema no âmbito institucional. 
 
De um total de 6.500 defensores(as) públicos(as) associados(as) à ANADEP, apenas 647 defensores(as) responderam ao formulário no prazo solicitado pela equipe de assessoria de comunicação responsável por receber este retorno. Assim, a amostra disponível para geração de dados corresponde a aproximadamente 10% do total esperado. O formulário, produzido na plataforma office, com seis questões abertas e uma questão com alternativa “sim/não”, foi encaminhado ao grupo por um canal que possibilitou a omissão das informações pessoais dos respondentes, seguindo as orientações da LGPD.
 
"Os dados numéricos obtidos, por conta de representarem apenas 10% do núcleo defensorial associado à ANADEP e potencial respondente da pesquisa, não são taxativos, mas provocam indagações propositivas como: “quando a Defensoria Pública se instalará satisfatoriamente por todos os estados e municípios do Brasil? “e “como garantir a efetivação da diversidade étnico racial na instituição?”, explica a pesquisadora responsável pelo levantamento, Maysa Carvalhal. 
 
As conclusões do estudo mostram que a faixa etária mais representada do grupo defensorial presente na amostra é a dos 35-40 anos, compondo 33% do total.
 
Em relação às questões étnicas, na linha de frente da instituição, 417 defensores(as) públicos(as) se autodeclaram brancos (as), correspondendo a 64,5% dos respondentes contra 72 negros(as), 141 pardos(as), 8 amarelos(as) e 1 indígena. A imensa maioria de 608 respondentes declararam não ter concorrido e ingressado como cotista na instituição ao lado de 38 que responderam afirmativamente. 
 
Do contingente apresentado, as mulheres lideram a representatividade na Defensoria Pública, com 349 defensoras, em que 6 delas se declararam cisgênero. De outro lado, há 277 defensores, dos quais 5 se declararam cisgênero. Destaque para 3 pessoas que se declararam cisgênero sem referência a homem ou mulher, pessoa não-binária, pessoa “neutra” e 1 que não respondeu. 
 
O total de 625 defensores (as) revelou não ser pessoa com deficiência, ao passo que 20 defensores (as) informaram conviver com alguma deficiência, dentre os quais 4 com deficiência auditiva, 2 com deficiência física, 5 com visão monocular, 1 com esclerose múltipla e 1 com surdez unilateral. 
 
Para a presidenta da ANADEP, Rivana Ricarte, “a pesquisa pode ser um instrumento para a criação de políticas públicas para combater todas as formas de discriminação racial dentro e fora da Defensoria, bem como a construção de mecanismos para que haja equidade racial na ocupação dos espaços de poder da Instituição”, pontua.
 
Clique aqui e confira.
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