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29/09/2022

BA: Feira Social promovida pela Defensoria e Sempre agita comunidade Guerreira Zeferina e também atrai moradores de Periperi e bairros vizinhos

Fonte: ASCOM/DPEBA
Estado: BA
Se a comunidade tem ‘guerreira’ até no nome, na última sexta-feira, 23, foi dia de lutar para garantir os direitos e ter acesso aos serviços de assistência jurídica gratuita e aos de saúde, assistência social, lazer, esportes, música e muito mais sem nem precisar sair do conjunto habitacional. A ‘Feira Social’ promovida através de uma parceria entre a Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA e a Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer de Salvador – Sempre agitou a comunidade Guerreira Zeferina, em Periperi, e atraiu moradores dos outros bairros do subúrbio ferroviário de Salvador, como Alto de Coutos, Coutos, Plataforma, Rio Sena e Alto da Terezinha.
 
Com filas e espaços reservados para cada serviço distribuídos pelas diversas áreas da comunidade, como o estacionamento, o campo de futebol e a associação de moradores, o atendimento da Defensoria foi feito a bordo da Unidade Móvel de Atendimento – UMA, que começou a atender às 8h e, nas cinco horas de atuação, registrou 45 dos 500 atendimentos contabilizados por todos os serviços que foram oferecidos durante a Feira.
 
“Uma das marcas da Defensoria são estas itinerâncias e, aqui para a comunidade Guerreira Zeferina, trouxemos como reforço a Unidade Móvel, que permite que possamos oferecer aos nossos assistidos os mesmos serviços que oferecemos na sede fixa e, ainda, com o mesmo conforto, privacidade e comodidade”, ressaltaram os coordenadores da área Não-Penal do Núcleo de Integração, que gerenciam as atividades da Unidade Móvel, Cristina Ulm e Gil Braga, enquanto assistiam a passagem da Banda Marcial – Bamup, na abertura da Feira.
 
“Pai de aniversário”
 
Moradora de um dos blocos do conjunto habitacional, a diarista Lorena Souza de Morais, 25 anos, foi a primeira a chegar em busca de orientação sobre o que fazer para ajuizar uma ação de alimentos para o filho de 6 anos. “O pai dele quando resolve dar algum dinheiro é R$ 50,00 e acha que é suficiente para o mês todo”, desabafou.
 
“Já o pai da minha filha é pai de aniversário: só aparece no dia do aniversário dela, traz um presente e não dá mais as caras pelo resto do ano”, revelou a segunda da fila, a dona de casa Vera Lúcia Souza, 39 anos, que mora na rua em frente à Guerreira Zeferina e atravessou a linha do antigo trem assim que viu a Unidade Móvel chegar.
 
Além do ajuizamento de ações, as consultas processuais e orientações jurídicas sobre os mais diversos tipos de caso também marcaram a passagem da Defensoria pela comunidade. “Meu pai faleceu e deixou um dinheiro na conta”, resumiu a doméstica Nadjane Santos, 34 anos, que veio do bairro de Coutos, tem uma ação de alvará em trâmite e queria saber se teve alguma nova movimentação no processo. “Meu CPF está aparecendo como suspenso. Vim pedir orientação de vocês, pois não sei o que fazer”, contou a cabeleireira e manicure Elizete Nunes dos Santos, 40 anos.
 
Nunca é tarde
 
Em mais uma prova de que nunca é tarde para fazer um exame de DNA, o auxiliar de laboratório Manoel Fernando Nunes, 37 anos, que mora em Periperi, nem imaginava que ia acontecer mais rápido do que ele esperava. Há oito dias ele resolveu acessar o site da Defensoria e conseguiu marcar, através do agendamento online, o exame para investigação de paternidade com o suposto pai. “O atendimento foi marcado para 15 dias. Quando soube que a Defensoria estaria aqui no bairro hoje, chamei ele [o suposto pai] e viemos logo adiantar o exame”, relatou, já ansioso pelo resultado.
 
Já para as moradoras de dois dos dez blocos que formam o Conjunto Habitacional Guerreira Zeferina, o “nunca é tarde” serve para os vizinhos que estão, segundo elas, inadimplentes com a taxa de condomínio. “No meu bloco, a taxa é R$ 20,00 e, dos 24 apartamentos, uns 10 moradores não pagam desde o início, quando a Prefeitura entregou o condomínio em 2018”, contabilizou a dona de casa Maria Lúcia Santos, 54 anos. “É a nossa moradia, temos que cuidar dela. Este dinheiro serve para fazer pintura, lavar o tanque e tudo que precisa ser feito para manutenção e melhoria do bloco”, lembrou a também dona de casa Regina Ferreira Portela, 62 anos. As duas foram em busca de orientação sobre o que fazer para que os valores devidos sejam pagos pelos moradores.
 
Alegria em ver a Unidade Móvel atravessando a cidade
 
Além dos coordenadores Cristina Ulm e Gil Braga, os atendimentos na comunidade Guerreira Zeferina foram realizados pela coordenadora executiva das Defensorias Especializadas, Donila Fonseca, o coordenador da área Penal do Núcleo de Integração, Maurício Garcia Saporito, a defensora pública Guiomar Fauaze Novaes e os(as) servidores(as) de diversas unidades da Defensoria em Salvador. Durante a atividade, o secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer de Salvador, Daniel Ribeiro, que também marcou presença na Feira, visitou as instalações da Unidade Móvel da Defensoria.
 
Morador de um dos bairros do subúrbio, o artífice Carlos Silva atuou na montagem e desmontagem da Unidade Móvel e não escondeu a felicidade em ver o veículo “atravessando” a cidade para, como consta na divulgação, “levar a Defensoria para mais perto de quem precisa”.
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