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26/05/2021

AGDP: 2º I-Confra é marcado por emoção, apresentações culturais e engajamento de associadas e associados

Fonte: Ascom/AGDP
Estado: GO
 
Desafio, orgulho, realização e gratidão. Estas foram algumas das palavras escolhidas por defensores e defensoras públicas associadas da Associação Goiana das Defensoras Públicas do Estado de Goiás (AGDP)  para traduzir seu sentimento em relação à profissão no II I-Confra realizado pela AGDP.
 
O evento on-line foi realizado nesta quinta-feira, a partir das 18h30, Além da participação de associadas e associados, o I-Confra contou com convidados especiais: Msa Jijuké Karajá, a antropóloga Dra. Nei Clara, a presidente da Anadep e defensora pública Rivana Ricarte e o Defensor Público Getal do Estado de Goiás e associado, Dr. Domilson Rabelo.
 
“Achei brilhante a ideia do Dr. Allan de realizar esta confraternização”, afirmou a presidenta da Anadep durante a sua fala. Rivana lembrou o quanto a AGDP tem sido ativa ao longo de sua existência, e parabenizou os colegas de carreira por exercer esta profissão com dedicação.
 
O Defensor Público Geral do Estado de Goiás, Dr. Domilson Rabelo, emocionou os presentes ao declamar uma poesia de sua autoria sobre o exercício da profissão de defensor. Em sua fala, destacou a parceira da DPE-GO com a associação. “Não existe antagonismo entre associação e instituição. Somos do mesmo time! Aprendi muito com a AGDP, com o Dr. Allan e com a diretoria. Sobre a nossa carreira, me orgulho de fazer parte dela. Mesmo com tantos desafios, a gente tem capacidade de mudar o mundo”, afirmou Rabelo, emocionado.
 
Momento cultural
 
O momento cultural preparado pela diretoria teve como tema a campanha 2021 das Defensorias Públicas de todo País: Racismo se combate em todo lugar. Para enriquecer a conversa, que foi conduzida pelo Dr. Salomão Neto, a AGDP contou com a presença da representante da etnia Iny Karajá, Msa. Jijuké Karajá, e com a antropóloga e doutora em Antropologia Social, Dra Nei Clara.
 
“Neste ano presenteamos nossos membros e membras da associação com uma boneca karajá, símbolo desta comunidade indígena. É por isso que hoje trazemos convidadas tão especiais para explicar para todos sobre a história da boneca, que se entrelaça com a própria história da comunidade indígena Karajás”, explicou o defensor público, que também é membro da Comissão Étnico Racial da Anadep.
 
Foi exatamente nesta linha que a mestre em Direitos Humanos, Jijuké Karajá, utilizou para contar um pouco da história de sua origem. Filha de pai indígena e mãe não indígena, ela contou qual a importância da produção da boneca para a manutenção da cultura e costumes de seu povo. “É um trabalho que nossas anciãs confeccionam e representam figuras míticas do nosso povo. Mas as bonecas vão além de um simples produto ou presente para seus netos. Através desta representatividade elas ensinam o papel das mulheres na casa, além de contar sobre as origens dos karajás, seus costumes e lendas.
 
Para a Dra. Nei Clara seu contato com a comunidade karajá foi a experiência mais rica que teve em sua profissão. “Depois que me aposentei da UFG, atuei na direção do Museu de Antropologia de Goiânia. Foi lá que iniciei meus contatos com o povo karajá. Até então eu não havia tido contato com povos indígenas. Somente havia lido livros. A minha primeira ida a campo foi na Aldeia Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal. Até hoje me sinto impactada por esse contato, que começou em 2009”, relembrou.
 
Retrospectiva
 
O evento também contou com a participação especial do defensor público aposentado Cleomar, que fez uma breve retrospectiva sobre a criação da defensoria pública no Estado de Goiás. Falar em defensoria é relembrar as dificuldades que enfrentamos. É falar de desafios. São apenas 10 anos. Mas foram 10 anos de muita construção. De muitas sementes plantadas. O que fizemos foi exatamente isso: sabíamos que iríamos encontrar um caminho de dificuldades. Mas sabíamos que estávamos plantando sementes em solo fértil. A DPE teve o privilégio de receber pessoas comprometidas. Tanto é que a visibilidade da DPE ultrapassa o Estado e é reconhecida por todas as Defensorias do País. É um trabalho sério. A defensoria pública tem cumprido o papel constitucional previsto. Tenho certeza de que estamos no caminho certo. Fico feliz que os resultados estão sendo colhidos.
 
“Tenho muito orgulho de ter o Dr. Cleomar como associado porque ele construiu a defensoria. Eu sou defensor público graças ao Dr. Cleomar, que foi uma das minhas principais inspirações”, disse Dr. Allan Joos durante sua fala. “Foi a melhor escolha da minha vida. Vivemos momentos difíceis mas não apaga toda nossa história e tudo o que a gente faz. Estamos aqui para superar dificuldades. A singularidade das nossas carreiras me deixa muito feliz: somos uma grande família que eu chego até a me emocionar. Cada um com sua personalidade, mas com um único objetivo: trazer dignidade para as pessoas. Sou um Allan antes e um Allan depois de ter assumido”, completou.
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