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11/01/2021

PE: 17 novos defensores foram nomeados em 2020

Fonte: ASCOM/DPE-PE
Estado: PE
Apesar de toda a instabilidade e incerteza ocasionadas pela covid-19, 2020 foi um ano de fortalecimento à Defensoria Pública de Pernambuco. O cenário evidenciou, de forma latente, a necessidade de estar ao alcance de seus assistidos. Assim, a Instituição deu posse a dezessete novos Defensores Públicos e os encaminhou às cidades de Ouricuri, São José do Egito, Afogados da Ingazeira, Inajá, Ibimirim, São Bento do Una, Sanharó, Belo Jardim, Buíque e Arcoverde. As nomeações foram referentes ao III Concurso Público, cujo edital foi deflagrado em 2017. São jovens sonhadores que vieram de diferentes lugares do Brasil com o objetivo de contribuir para o acesso da população vulnerável do Estado aos seus direitos fundamentais.
 
Vindo de uma família humilde do interior de Goiás, Wesley Borges aprendeu desde cedo o valor da educação. “Ao sair o edital do concurso, senti que era a oportunidade da minha vida. Quando vim fazer a primeira fase do certame, senti que era aqui o meu lugar. Dei meu melhor e Deus coroou meu esforço. Faria tudo novamente para estar aqui,” disse. Diante da estrutura da Instituição, considera-a não só preparada suficientemente quanto à atuação, mas também uma grande família. “São dignos de encômios todos os esforços da atual gestão em melhorar a infraestrutura e ampliar o acesso à justiça para toda população pernambucana.” Designado para o Núcleo de Maraial, com acumulação em Catende, pretende ser a voz do povo, principalmente daqueles que não tem vez. “Fazer a diferença na vida das pessoas, com vistas à redução das desigualdades sociais. Incentivar incansavelmente a resolução consensual dos conflitos e contribuir para a pacificação social. Enfim, onde existir algum necessitado de acesso à ordem jurídica justa, ali estarei.”
 
De Caruaru, Dijalma Carvalho foi estabelecido na cidade de Ouricuri, tendo por objetivo colaborar com o crescimento da Defensoria Pública. “Pretendo desempenhar bem minhas funções, de modo a contribuir na concretização da nossa missão institucional em favor do povo pernambucano,” enfatiza. Para ele, ser Defensor Público simboliza a concretização de um sonho. “Uma Instituição que se revela única em nosso país. Obviamente, a chegada  até aqui demandou um esforço enorme meu e de minha família.” Também elogia todo o empenho desempenhado em prol dos assistidos. “Tenho certeza que é meta da gestão a valorização da DPE, o que passa necessariamente pela contínua melhoria do que já funciona bem.”
 
A baiana Gabriela Lima era Defensora Pública no Amazonas. Agora, assume a Coordenação do Núcleo de Surubim. Segundo ela, “Não há Defensoria sem consciência de classe. Não há Defensoria que se limite ao direito. A sabedoria está em todos os lugares e pessoas que escutamos, da mata ao sertão. Não há Defensoria sem reprodução acrítica e elitista do pacto narcísico da branquitude e da classe média. “Não há Defensoria com os olhos distantes da dor do outro”, falou a nova Defensora Pública. “O caminho que iniciamos agora é uma trilha sem fim de peleja contra um sistema de justiça que desconhece igualdade, nega cidadania, seleciona pessoas, encarcera em massa e escolhe punições sem promoção de transformações estruturais.”
 
O potiguar Marcelo Navarro, no último ano, já havia assumido o cargo na Defensoria Pública do Amapá. Agora, após a nomeação em Pernambuco, opera na Comarca de São Bento do Una, vinculado ao Núcleo de Belo Jardim. “Poder atuar em um Órgão cujos escopos primordiais contribuem para uma emancipação de pessoas, que se encontram em situação de vulnerabilidade nas suas mais diversas searas, vem a dar concretude e razão de ser aos ensinamentos do Curso de Direito,” relata. Ele se mostrou positivamente surpreso com as instalações da capital. “Ao conhecer o prédio da unidade situada na rua Manoel Borba, deparei-me com salas amplas, confortáveis, dotadas de equipamentos e mobílias novos. Além do mais importante, um espaço digno para atender o público.” Tem como base uma abordagem humanizada. “ Priorizo a solução consensual de conflitos porventura existentes. Além disso, uma atuação extrajudicial voltada à educação em direitos é algo que irá me guiar.”
 
Nascido em Salvador, Rafael Braga foi para Petrolina ainda criança. Na faculdade, teve a oportunidade de estagiar na Defensoria Pública de Pernambuco. “Naquela ocasião, eu consegui constatar o quão satisfatório é ajudar o próximo. Pessoas que, muitas vezes, buscam coisas simples e a garantia de seus direitos. Várias vezes vi pessoas que chegavam desesperadas saírem com o sorriso no rosto ou o brilho no olhar.” Sua expectativa para o ofício que desempenha em Custódia é a mais alta possível. “Anseio prosseguir com o belíssimo trabalho iniciado por Andreia Aquiles. Defender não só os interesses processuais dos meus assistidos, vou em busca da parte extrajudicial; ouvindo o município para o seu desenvolvimento.”
 
De acordo com Flávia de Oliveira, Defensora em Santa Cruz do Capibaribe, "Neste momento tão valioso, assumo a missão de ser, no Estado de Pernambuco, a via de acesso à justiça, a escuta e a voz dos grupos estigmatizados. Muitos de nossos assistidos recorrem a diversas portas sem sequer serem ouvidos e acabam sendo silenciados. Fazer parte da Defensoria é quebrar o silêncio presente na vida dessas pessoas,  que humilha e enfraquece nossa democracia, tornando a empatia tão significativa em nossa atuação. Quanta honra participar deste momento de fortalecimento e expansão da Defensoria Pública, apontada em recente pesquisa realizada pela fundação Getúlio Vargas, como a Instituição mais confiável e bem avaliada do Sistema de Justiça,” assevera.
 
Durante nove anos, o pernambucano Pedro Freire trabalhou no Tribunal de Justiça do Estado. E, ao longo desse período, encantou-se com o trabalho realizado pela Defensoria Pública. “ Em especial  pela proximidade que o defensor tem com a população. Seu papel é fundamental em garantir direitos para os que sempre se viram à margem do sistema de justiça,” destaca. Lotado em Buíque almeja não se limitar às diretrizes ou funções burocráticas. “Sou um sonhador e acredito que o Defensor tem como obrigação ser um agente de formação social. Quero poder fazer a diferença na vida da população vulnerável de Pernambuco,” conclui.
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