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03/01/2019

AM: Paciente assistido pela Defensoria Pública é operado no Hospital João Lúcio

Fonte: ASCOM/DPE-AM
Estado: AM
Depois da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) conseguir, durante o plantão judicial de fim de ano, bloqueio de verbas do Estado para realização de uma cirurgia, a família do paciente alvo da ação, Rodrigo da Silva Araújo, informou a realização do procedimento no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio Pereira Machado (HPSJLPM), no último dia 31 de dezembro.
 
De acordo com o autor da ação, defensor público Arlindo Gonçalves dos Santos Neto, da Defensoria Especializada na Promoção e Defesa do Direitos Relacionados à Saúde, o irmão de Rodrigo, Roberto Araújo, informou que após a exoneração da equipe administrativa e clínica do hospital, a equipe de neurocirurgiões agiu por conta própria, emprestando microscópio do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e conseguindo placas de acrílico da Fundação Centro de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e insumos vindos de outro hospital, para a realização da cirurgia.
 
Agora,Rodrigo Araújo, que é portador de um câncer na cabeça, permanecerá em coma pelo período de 36hs, após a colocação da placa de acrílico no crânio dele e varredura no cérebro com ajuda de microscópio.
 
Roberto Araújo agradeceu a intervenção da Defensoria Pública do Estado, sem a qual, segundo ele, o irmão continuaria abandonado no leito hospitalar sem os mínimos cuidados necessários.
 
 
Bloqueio Judicial
 
Internado desde o último mês de setembro, Rodrigo precisava de uma neurocirurgia, mas por falta de materiais e medicamentos, o procedimento não havia ocorrido. Rodrigo é portador de um câncer na cabeça e precisa de uma neurocirurgia de urgência. Mas no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio Pereira Machado (HPSJLPM) não podiam fazer o procedimento por falta de materiais e medicamentos para esse tipo de cirurgia.
 
A Defensoria Especializada na Promoção e Defesa do Direitos Relacionados à Saúde já havia dado entrada em uma ação na justiça pedindo a realização imediata da cirurgia, mas com o agravamento do caso, os familiares do paciente Rodrigo da Silva Araújo, 35, recorreram ao plantão da DPE-AM no dia 30 de dezembro.
 
A segunda ação do plantão foi o pedido do bloqueio judicial de mais de R$ 256 mil de verbas do Estado para garantir cirurgia a paciente em hospital particular.
 
O bloqueio foi determinado pela juíza de direito Sabrina Cumba Ferreira, ontem, dia 30, com a concessão de tutela provisória de urgência, feito pela DPE-AM, diante do aumento do tumor que o paciente tem no cérebro, assim como pelo fato de o Estado estar protelando o procedimento cirúrgico sob a alegação de que o hospital não tinha condições de realizar a cirurgia por falta de equipamentos e materiais.
 
Para o defensor Arlindo Gonçalves, o bloqueio de verbas públicas foi o último recurso usado pela defensoria para buscar garantir a realização do procedimento diante da gravidade da situação vivida por esse paciente e seus familiares, que agradecem a oportunidade de ter esperanças, porque o mínimo necessário para a garantia de vida de Rodrigo Araújo foi providenciado
 
De acordo com Arlindo, o caso em tela merece reflexão pelo alto custo da burocracia no Estado, pois bastou a exoneração das equipes administrativa e clínica do hospital, para que servidores da saúde se organizassem e realizassem a cirurgia. “Tínhamos um oficio assinado pelo diretor do hospital informando não haver recursos para realizar tal procedimento,  o que levou a Defensoria a requerer o bloqueio de R$ 250 mil para realizar o procedimento em hospital particular. O excesso de burocracia e desorganização custa caro e pode matar”, explicou o defensor.
 
Ao lembrar que de cada R$ 5,00 reais do estado, R$ 1,25 deveria ser gasto com saúde, o defensor sugere ao novo governo empossado ontem, dia 1 de janeiro, repensar toda a estrutura da saúde do Estado. “Falo isso porque está comprovado, a partir desse caso do Hospital João Lúcio, que da forma como está organizado, o sistema de saúde pode ser fatal para pacientes como o Rodrigo, negando atendimento por simples questões burocráticas”, finalizou.
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